terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Wiki_Guião

Após uma análise exaustiva das diferentes grelhas apresentadas pelos grupos de trabalho elaborei um esboço de guião de entrevista que viria a ser utilizado pelos restantes colegas.


1. Perfil Pessoal e profissional do(a) entrevistado(a)


1.1 Sexo :

Masculino □ Feminino □

1.2 Idade:

Menos de 35 anos □ Entre 35 e 45 anos □ Entre 46 e 55 □ Mais de 55 anos □

1.3 Habilitações Literárias ___________________________________________

1.4. Grupo de Recrutamento _________________________________________

1.5. Disciplina(s) que lecciona ________________________________________

1.6 Anos de serviço docente?

Menos de 5  Entre 5 e 15  Entre 16 e 25  Mais de 25 

1.7 Exerce actualmente algum cargo de coordenação? Qual ou quais?

1.8 Ao longo da sua formação adquiriu conhecimentos na área das novas tecnologias da informação ou considera-se um auto-didacta?

1.9 Utiliza as novas tecnologias da informação em contexto de aula. Se sim, quais os recursos que utiliza e com que objectivos?



2. Nível de conhecimento e participação do(a) entrevistado(a) em redes sociais

2.1 Das redes sociais que existem, quais as que conhece?

2.2 Refira, se souber, qual o principal objectivo de cada uma das redes sociais que indicou anteriormente.

2.3 Encontra-se inscrito em alguma rede social? Se sim, qual ou quais?

2.4 Que actividades desenvolve nessa rede social?

2.5 Qual a frequência de utilização dessa rede: mensal, semanal ou diária? Apesar de inscrito, raramente ou nunca acede à mesma.

2.6 Se a resposta à questão 2.3 for negativa, indique-nos quais as razões porque não se encontra inscrito ou porque não utiliza as redes sociais.

2.7 E ainda (se a resposta à questão 2.3 for negativa) como vê a sua participação hipotética numa rede social da Internet?

- Possível, pouco possível ou improvável.



3. Perspectiva crítica do(a) entrevistado(a) sobre as redes sociais

3.1 - Fale-nos da sua opinião acerca das redes sociais na Internet (mencionar, se necessário, o Facebook, Hi 5, Myspace ou Twitter) e quais as suas implicações no tipo de relações:

• pedagógicas (notas do entrevistador: entre alunos e professores; possibilidades de interacção; o espaço de aprendizagem; tipos de actividades passíveis de serem desenvolvidas)

• interpessoais (notas do entrevistador: entre jovens e pessoas das diferentes faixas etárias; tipos de interacção; actividades fomentadas; potencialidades da ferramenta)

• familiares (notas do entrevistador: possibilidades de interacção, relações reais entre pais e filhos)



4. Expectativas do entrevistado(a) sobre a utilização das redes sociais no ensino

4.1 Considera que as redes sociais podem ser utilizadas em contexto educativo?

4.2 Que exemplos pode fornecer de possíveis utilizações educativas das redes sociais?

4.3 Considera que as redes sociais podem influenciar a prática pedagógica dos professores? De que forma?

4.4 Considera existirem para os alunos, em termos de aprendizagem, vantagens na utilização educativa das redes sociais?

4.5 Refira 2 vantagens e duas desvantagens que observa na utilização de redes sociais no ensino.


5. Validação da Entrevista

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Guião de Entrevista do Grupo Alémar - Considerações

Antes de mais, os meus sinceros parabéns pelo trabalho realizado e pelo esforço de melhoria que tentaram implementar no vosso trabalho. Gostei da forma como fizeram o enquadramento/justificação do guião e penso que, de um modo geral, as questões estão bem elaboradas.
No entanto, da leitura atenta que fiz do vosso guião existem algumas considerações a fazer e que penso serem consensuais, algumas das quais foram já abordadas em posts anteriores como são os casos da duração da entrevista, a necessidade de uma melhor organização das questões dentro de cada tema, a falta de numeração, a ausência de inclusão de questões desdobradas nas perguntas abertas e o carácter demasiado abrangente que, penso eu, acaba por limitar o seu enquadramento ( entrevista, questionário e questionário de respostas abertas).



No entanto, o ponto menos conseguido seria a dificuldade, face ao tipo de questões demasiado fechadas que foram colocadas, de conseguir obter os elementos que permitam responder cabalmente à questão de investigação formulada sobre as expectativas dos professores relativamente à utilização de redes sociais, após a fase de verificação empírica (recolha de dados e análise da informação)



Pedro Coelho do Amaral

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Guião_Conjunto - Considerações

Considero que 30 minutos (reais) de entrevista serão mais do que suficientes para o tipo de entrevistas apresentadas. Aliás, se fizermos uma análise aos diferentes guiões é possível observar que a maioria das entrevista é perfeitamente exequível em 30 minutos. Do ponto de vista de produtividade, convêm que as entrevistas sejam relativamente curtas para um posterior tratamento dos dados e para que o entrevistador consiga entrevistar o maior numero possível de entrevistados. Naturalmente que, tudo que acabei de referir, está intimamente ligado ao objecto de estudo e à quantidade e qualidade da informação que se pretende retirar das entrevistas. Se pensarmos do ponto de vista prático, e fizermos uma comparação com questionários demasiado longos, podemos observar que quanto mais longa for a entrevista, maiores serão as possibilidades de não se conseguir chegar ao final dessa mesma entrevista ou maior será a necessidade de cortar etapas para conseguir chegar ao seu términos.
Em relação a uma possível gravação áudio da entrevista, considero que não existe qualquer problema nesse procedimento. Inclusive pode ser uma forma do investigador certificar-se de algum elemento de investigação que lhe possa ter escapado.

Pedro Coelho do Amaral

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Análise do Guião de Entrevista dos Eurek@s

A estrutura do documento desenvolvida pelo grupo Eurek@s apresenta-se bem organizada, adequadamente estruturado, perguntas correctamente formuladas e com explicações detalhadas e esclarecedoras sobre os que é pretendido em cada bloco de questões. As notas que apresentam para o entrevistador ao longo da entrevista são mesmo, na minha opinião, uma das mais-valias deste trabalho.
Existem, no entanto, alguns aspectos que considero puderem ser alvo de aperfeiçoamento, a saber:

» A duração da entrevista parece-me demasiado longa, apesar de se adequar à extensão das perguntas efectuadas. No entanto uma entrevista extensa como esta (45m) pode funcionar de forma contraproducente. Nesse sentido considero que alguns elementos poderiam ser aligeirados ou subtraídos de forma a conseguir reduzir a duração da entrevista e conseguir manter o entrevistado atento e disponível. Para se conseguir manter uma entrevista produtiva durante 45 minutos o entrevistado precisa dominar um conjunto de conhecimentos específicos sobre técnicas de entrevista e uma boa dose de experiência. Não nos podemos esquecer que, normalmente, num processo de investigação deste tipo, entrevistador e entrevistado são pessoas pouco habituadas a estar nesse papel.

» O facto de serem somente 15 entrevistados pode representar um problema de representatividade do universo a estudar. Creio que para obter a representatividade necessária seria preciso aumentar o número de entrevistados, especialmente quando se quer obter informação sobre um universo tão abrangente como é o dos professores do ensino básico e secundário. Outra hipótese seria que os 15 entrevistados fossem, por exemplo, de um mesmo grupo disciplinar.

» Em relação à disposição geográfica das escolas, não é referido se as escolas se situam em grandes centros urbanos ou localidades mais pequenas. Assim como não referem se é no interior ou litoral. Creio que a simples divisão entre norte, centro e sul acaba por ser pouco rigorosa e não permite obter dados de comparação.
» Assim como outros colegas, creio que a questão nº 7 torna-se um pouco descabida pela forma como é colocada. Da primeira vez que a li, parecia-me que estavam a repetir a questão. Apesar da justificação do João, considero que essa questão, a existir, poderia ser formulada de outra forma, por exemplo “Exerce algum outro tipo de actividade fora do âmbito do ensino? ou “Exerce algum tipo de actividade para além da docência? ”



Pedro Coelho do Amaral

domingo, 22 de novembro de 2009

Intervenção 7_Tema 2_A Recolha de Dados_Métodos Quantitativos de Recolha de Dados_Qualidade e Organização das Perguntas






Qualidade e Organização das Perguntas num Questionário (reflexão)

Outra questão importante refere-se à qualidade e organização das perguntas. Segundo Quivy e Campenhoudt (1995, p. 181), o nível se exigência varia consoante se trate de um questionário ou de um guião de entrevistas. No caso da entrevista, o guião é o seu suporte. Mesmo quando é muito estruturado, a condução da entrevista está na mão do entrevistador que pode conduzir, induzir, esclarecer e orientar o entrevistado. Pelo contrário, o questionário destina-se frequentemente à pessoa interrogada, sendo lido e preenchido por ela. Nesse sentido, o investigador deve ter uma preocupação acrescida em tornar as perguntas claras e precisas, isto é, formuladas de tal forma que todas as pessoas interrogadas as interpretem, dentro do possível, da mesma forma. Nesse sentido é necessário proceder à testagem das perguntas (pré-teste), numa amostra reduzida, para o investigador se assegurar de que as perguntas serão bem compreendidas e as respostas corresponderão, de facto, às informações que o estudo necessita obter.
Na formulação do questionário existem um conjunto de etapas que, após a decisão da modalidade e do tipo de perguntas a fazer, torna-se necessário empreender com o objectivo de aumentar a qualidade e organização das perguntas. Tarefas como: proceder à sua redacção; determinar a sua ordem interna; ou estabelecer o seu número. Eis algumas possíveis boas práticas na qualidade e organização de perguntas:
» Redacção: A redacção de uma pergunta – para que possa ser compreendida do mesmo modo por toda a população alvo – deve obedecer ao princípio da clareza, ou seja, ser estruturada de forma precisa, concisa e unívoca, suscitando convergência de interpretações, permitindo respostas claras e limitando a ambiguidade de tratamento. Deve ainda, obedecer ao princípio da coerência, ou seja, estar em conexão com o indicador que a prescreve, correspondendo directamente à intenção da pergunta. Deve ainda, responder ao princípio da neutralidade, isto é, não deverá, em caso algum, induzir o entrevistado a uma determinada resposta. Uma pergunta, tendo uma função explicativa, compreensiva ou, mesmo preditiva, deve ser neutra, libertando-se de qualquer referencial de juízos de valores ou de preconceitos do próprio autor.
» Ordem: Esta tarefa de ordenação rigorosa das perguntas não se assume como algo fácil de determinar. O investigador deve, no entanto, ter presente que essa mesma distribuição pode interferir na recolha de dados. Algumas regras, normalmente utilizadas, definem que as perguntas gerais devem proceder as específicas e que as mais concretas devem preceder as abstractas.
»Número: Não existem normas rígidas. No entanto, não se deve esquecer que um questionário com um número excessivo de perguntas tem fortes possibilidades de não ser integralmente respondido e, mesmo, abandonado por parte do entrevistado. Se certeza que algo semelhante já aconteceu a todos nós.
Outros aspectos podem ser referidos acerca da qualidade e organização das perguntas e do questionário ou do pré-teste, tais como a sua apresentação. A esses aspectos voltarei em futura oportunidade.

Pedro Coelho do Amaral

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade – Metodologia Científica 1989 – S. Paulo - Atlas Editora
QUIVY, Raymond ; VAN CAMPENHOUDT, Luc — Manual de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa: Gradiva, 1998.
PARDAL, Luís ; CORREIA, Eugénia — Métodos e Técnicas de Investigação Social. 1998 – Areal Editores
Interviewing in qualitative research acedido em http://fds.oup.com/www.oup.co.uk/pdf/0-19-874204-5chap15.pdf (disponível em 11 de Novembro de 2009)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Intervenção 6_Tema 2_A Recolha de Dados_Métodos Quantitativos de Recolha de Dados_Análise de Dissertação





Método de Amostragem  -
Reflexão sobre a Dissertação Analisada


Na investigação sobre métodos de amostragem, consoante os autores pesquisados é possível encontrar diferentes nomenclaturas para processos que são semelhantes. Na leitura da obra de Pardal e Correia (1998, p. 40), os autores identificam a chamada Amostra de Área que caracterizam como um “Tipo particular de Amostra Estratificada” que ao invés de sortear indivíduos, sorteiam áreas. Neste tipo de amostra o universo é repartido em áreas, unidades grandes e homogéneas; entre essas áreas-amostras grandes, selecciona-se, ao acaso ou por recurso a intervalos regulares, uma parte, com vista a constituir a amostra; de seguida, procede-se à estratificação em segmentos de cada uma dessas áreas-amostra seleccionadas, cuidadosamente definidos como garante da sua homogeneidade; finalmente seleccionam-se, no interior de cada estrato unidades para compor a amostra. Os autores, nem a propósito, exemplificam uma possibilidade de Amostra de Área através da selecção de escolas do primeiro ciclo do ensino básico, sob o universo nacional. Pelas indicações, ou pela ausência delas, creio que a investigadora não utilizou esse tipo de amostra mais rigorosa. Sigo-me mais pela ideia do Paulo da amostra por conveniência e a amostra intencional.
Interessa no entanto esclarecer melhor do que se trata amostra intencional. Este tipo de amostra é enquadrável na categorização de Amostra não-probabilistica ou empírica, ou seja, aquelas cujos fundamentos de selecções não dependem de construções estatísticas, embora a elas algumas possam recorrer, mas sim, e essencialmente do juízo do investigador. Para que a amostra intencional seja bem construída e tenha valor representativo, pressupõe que o investigador tenha sobre o universo, no mínimo, algum conhecimento e intuição. Essa amostra sofre, como é facilmente expectável, de serias limitações, das quais se destaca a subjectividade, não podendo, como referem Pardal e Correia (1998, p. 42), constituir como uma base sólida de representatividade do universo, tendo todavia, se for feita de forma criteriosa, possibilidades de fornecer indícios a respeito do fenómeno em estudo. Os autores alertam que este tipo de amostragem deve ser utilizada mais como ferramenta de sondagens prévias para fornecer linhas orientadoras de pesquisa do que propriamente como método de amostragem final.
Também considero que a investigadora não identifica claramente o método de amostragem utilizado. Concordo com os colegas Paulo e a Paula, no sentido que identificam uma utilização de diferentes métodos de amostragem e que a sua justificação carece de rigor. Esses factos levam-me a considerar que a investigadora não recorreu, na escolha dos métodos de amostragem, a elementos metodológicos e cientificamente rigorosos de selecção, mas serviu-se sobretudo da sua intuição e provavelmente de conhecimentos pessoais, para elaborar essa mesma selecção.

Pedro Coelho do Amaral


LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade – Metodologia Científica 1989 – S. Paulo - Atlas EditorQUIVY, Raymond ; VAN CAMPENHOUDT, Luc — Manual de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa: Gradiva, 1998.
PARDAL, Luís; CORREIA, Eugénia — Métodos e Técnicas de Investigação Social. 1998 – Areal Editores